Consciência critica e consciência ingênua
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Consciência critica e consciência ingênua A consciência critica é uma forma de relação com o mundo que busca compreendê-lo de modo concreto, analisando na base e não pelas aparências. O individuo que possui consciência critica não aceita as interpretações fantasiosas, enganosas, místicas e outras formas ilusórias de encobrir a realidade. Ele busca as causas dos fatos, ele se interessa pelos “porquês” mais profundos e reais. Ela observa, experimenta, problematiza e critica os fatos. Pensar de modo critico é, então, derrubar as mentiras, as falsas imagens, as crenças alienantes, as idéias preconceituosas, para poder estabelecer a razão, as causas e o sentido das coisas. A ciência e a filosofia são dois produtos da consciência critica, porque elas se apóiam na racionalidade, na observação, na experimentação e na análise do mundo. Ou seja, ela substitui situações ou explicações mágicas por princípios autênticos de causalidade. Já a consciência ingênua, é frágil na discussão dos problemas. Parte do princípio de que sabe tudo. Pretende ganhar a discussão com argumentações frágeis. É polêmica, não pretende esclarecer. É feita mais de emoções que de criticas: não procura a verdade; trata de impô-las e procurar meios históricos para convencer com suas idéias. Curioso ver como o ouvinte se deixa levar pela manha, pelos gestos e pelo palavreado. Trata de brigar mais, para ganhar mais. Tende a aceitar formas gregárias ou massificadoras de comportamento. Esta tendência pode levar a uma consciência fanática. Nela, é defendida a tese que diz que a realidade é estática e não mutável. Assim, a consciência ingênua é aquela que se satisfaz com as aparências e que crê no senso comum, sem questioná-lo, aceitando-o como verdadeiro conhecimento baseado apenas em ideias superficiais e