cimentação
A primeira vez que utilizaram a técnica de cimentação em um poço de petróleo foi na Califórnia no ano de 1883. Foi aprimorada nos anos seguintes com o advento de uma técnica especial de bombeio, criada pela companhia Halliburton, utilizando-se de uma mistura contínua ou por batelada, com o uso de cimento tipo Portland (cimento mais refinado, com características específicas para ambientes hostis, a altas temperaturas e pressões em poços petrolíferos).
A cimentação consiste no preenchimento do espaço anular presente entre o poço e o tubo de aço ou revestimento de dimensões definidas, com uma mistura de cimento, água e aditivos, sendo os dois últimos chamados de água de mistura, produzindo em conjunto com o cimento uma pasta de características reológicas compatíveis com a litologia do poço e técnica de bombeio para cimentação de todo o espaço anular.
As cimentações estão diretamente relacionadas com a operação de perfuração de poço, sendo a qualidade e a eficiência os dois pontos fundamentais para o não comprometimento da vida produtiva do poço e para o bom funcionamento do projeto produtivo.
Existem dois tipos de operações de cimentação, sendo a principal denominada de cimentação primária que consiste na operação realizada logo após a fase de perfuração das camadas ao longo do aprofundamento do poço, e a cimentação secundária ou cimentação de correção que recebe essa denominação por ser utilizada na correção de falhas existentes na primeira fase da cimentação ou após o surgimento de falhas em situações pontuais.
Para realização da operação de cimentação são utilizados equipamentos, instrumentos e acessórios específicos para cada condição de poço (silos, unidades de cimentação, linhas de alta pressão, cabeça de cimentação, tanques para mistura da pasta, sapata guia e flutuante, colar de retenção e flutuante ou estágio, tampão de fundo e topo, centralizadores, arranhadores, obturador externo de revestimento – ECP, dentre outros), bem como a