Capítulo: o século xx – da esperança à irônia.
Capítulo: O Século XX – Da Esperança à Irônia.
Através da história da arquitetura, os estilos oscilaram da simplicidade ao pitoresco. O século XX presenciou mudanças radicais, do purismo do modernismo ao pluralismo florido do pós-modernismo.
Durante os primeiros 50 anos do século, os arquitetos tentaram mudar o mundo, refazendo-o como uma imagem rigorosa da geometria abstrata. Durante o apogeu otimista do modernismo (anos 1930 a 1960), a única tradição aceita foi a idéia do Novo. Exatamente quando a máquina estava transformando a produção e o consumo, os arquitetos acharam que um rompimento completo com os estilos do passado transformaria as cidades em utopia. A idéia de que tempos novos exigiam novas formas prevaleceu. A estética industrial dominou. A história e os ornamentos foram descartados. Mas nenhuma utopia apareceu. No final dos anos 1960, o pêndulo oscilou novamente. Desencantados com as torres anônimas do modernismo, os arquitetos abraçaram o passado. Os pós-modernistas cobriram suas construções com um pastiche de historicismo.
Como a exigência por novidades continuou, uma sucessão de movimentos, sem qualquer consenso global, criou vários projetos para refletir uma sociedade global, multicultural. Novos estilos como o high-tech, o desconstrutivismo, até o neomodernismo passaram a disputar a atenção.
Conforme o século se aproximava do fim, inúmeros “ismos” reinvidicavam representar uma época fragmentada. Um estilo não era mais visto como uma panaceia para a sociedade perfeita. A fase revolucionária da aspiração arquitetônica deu lugar a uma corrente evolucionaria. Hoje, ninguém ousa afirmar que um estilo salvará o mundo. Estilo é somente isto- estilo, não substancia – e é usado com uma dose impregnada de ironia e ambiguidade. O simples se foi. Em uma época de mudança e variedade, o plural é o único caminho a seguir.
A longa carreira do eminente arquiteto Philip Johnson