Capitalismo financeiro
Uma das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi o brutal processo de concentração e centralização de capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, etc.
Esse período ficou marcado pela prática do monopólio (uma única empresa dominando todo mercado). Além disso, eram realizados os oligopólios, que correspondem à união de algumas empresas retendo nas mãos o controle dos preços e de matéria-prima, dessa forma impediam o desenvolvimento de outras empresas, garantindo uma hegemonia no mercado.
Consolidou-se, particularmente nos Estados Unidos, um vigoroso mercado de capitais: as empresas foram abrindo cada vez mais seus capitais através da venda de ações em bolsas de valores. Isso permitiu a formação das gigantescas corporações da atualidade, cuja ações estão pulverizadas entre milhares de acionistas.
Em geral, essas grandes empresas têm um acionista majoritário, que pode ser uma pessoa, uma família, uma empresa, um banco ou um holding, e o restante, muitas vezes milhões de ações, está na mão de pequenos investidores.
Não é mais possível distinguir o capital industrial do capital bancário. Fala-se agora em capital financeiro.. Era "financeiro" pois os bancos participavam ativamente na atividade econômica (emprestando dinheiro às empresas ou investindo diretamente), e era também intervencionista, já que o Estado intervinha para restringir o poder dos monopólios. Pode se resumir como a época em que o grande comércio/grande indústria são controlados pelo poder econômico dos bancos e de