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CEPAL, FLORESTAN FERNANDES E TEORIA DA DEPENDENCIA.
Como ocorre em todas as demais Ciências Sociais, parte dos estudiosos das
Relações Internacionais está permanentemente envolvida na reflexão epistemológica sobre a definição do seu objeto de estudo, num exercício absolutamente necessário, uma vez que a realidade está em permanente mutação.
Responda as questões abaixo:
1) Para Florestan Fernandes nos anos 60 a burguesia brasileira teria realizado o que o autor denomina de “contra-revolução burguesa”. O que isto significa? Quais as raízes deste fenômeno?
O conceito de contra-revolução burguesa é utilizado para identificar ações autocráticas de defesa da ordem do capital, características de governos militares, bem como ações relativas às práticas formais da “democracia restrita”, ou seja, institucionalizada por meio de um conjunto de relações jurídicas e políticas. O desdobramento do processo contra-revolucionário nessas fases é possível na medida em que a burguesia combina repressão com ampliação da participação política da classe trabalhadora, porém, uma ampliação nos limites de uma igualdade jurídico-política formal que convive com as desigualdades socioeconômicas, fazendo com que as relações de classe entre capital e trabalho sobrevivam até mesmo à igualdade jurídica e ao sufrágio universal.
2) Dentre os conceitos criados em torno da CEPAL, o que podemos entender por “esquema centro-periferia”? Explique o que diferencia estes dois pólos.
3) Segundo Raúl Prebisch, nos anos 50 haveria uma tendêcia à deterioração dos termos de troca para as economias periféricas. Explique esta idéia.
4) Segundo a teoria da dependência associada de Fernando Henrique Cardozo e Enzo Falleto, existiriam limitações para além do “econômico” na questão do desenvolvimento da economia nacional brasileira. Quais eram estes limites e porque o uso do termo “dependência associada”?