Antropologia Roberto da Mata
Curso: Desenho de Construção Civil
Professora: Gisele Vieira
Tema: Higiene e cultura Brasileira
Equipe: Edna Borges / Felipe Tavares / Jéssica Raissa
Pesquisa realizada em 2010, em 10 países, mostrou o que todos já sabiam: que o brasileiro é o povo que mais toma banho no mundo. São 20 banhos por semana, uma média de 3 banhos por dia. Só para comparar, os britânicos, que vêm em segundo lugar na lista, tomam 5 banhos por semana. Já os indianos vêm na lanterna, com menos de 3 banhos por dia.
Quando os primeiros europeus pisaram em solo brasileiro, se depararam com um novo tipo de ser humano que chamaram de índio. Os índios chocaram os portugueses porque possuíam hábitos muito diferentes dos seus: andavam nus ou seminus, compartilhavam suas mulheres e moradias, não eram cristãos e banhavam-se diversas vezes ao dia. O hábito de tomar banho todos os dias causou grande surpresa aos europeus. Durante toda a Idade Média, os europeus privaram-se do banho porque este era considerado um hábito pecaminoso, uma vez que no ocidente (Roma e Grécia) as pessoas costumavam banhar-se em grupo nas termas. O contato com o corpo do outro era o que havia de mais pecaminoso, tanto que mesmo um casal que seguisse à risca o que manda a igreja com relação à castidade, era considerado pecador porque praticavam o contato entre seus corpos constantemente. Mas então a humanidade aprendeu com os índios o hábito de se banhar diariamente? Não! Ele remonta dos antigos egípcios, que se banhavam até três vezes por dia com finalidade ritualista. Os egípcios também valorizavam o banho como um tratamento de beleza, uma vez que a água misticamente purificava seus corpos e almas. Na Grécia e Roma o banho também se tornou um hábito prazeroso. As termas eram lugares privilegiados nos quais as pessoas - especialmente os homens - se encontravam para discutir filosofia e política. Mas a chegada do cristianismo institucionalizado no ocidente