analise do filme uma mente brilhante
O filme é o relato da história de John Forbes Nash Jr., matemático ganhador do Prêmio Nobel, em outubro de 1994, cujo nome se encontra nos anais da Real Academia de Ciências da Suécia e em compêndios de matemática e economia. Aos 30 anos de idade, foi diagnosticado, por psiquiatras, como esquizofrênico paranóico (Nasar, 2002).
O DSM-IV-TR (Associação Americana de Psiquiatria [APA], 2002) diz que a característica essencial da Esquizofrenia Tipo Paranóide é a presença de delírios e alucinações auditivas proeminentes no contexto de uma relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto. Os delírios são persecutórios ou grandiosos e as alucinações são tipicamente relacionadas ao conteúdo do tema delirante.
O DSM-IV-TR define os delírios como crenças errôneas, envolvendo a interpretação equivocada de percepções ou experiências. Os delírios persecutórios são os mais comuns. Neles, o indivíduo acredita estar sendo atormentado, perseguido, enganado, ridicularizado ou espionado.
As alucinações podem ocorrer em qualquer modalidade sensorial, mas as alucinações auditivas são as mais comuns. São experimentadas como vozes conhecidas ou estranhas e percebidas como distintas do pensamento da própria pessoa (DSM-IV-TR).
O personagem principal do filme apresentava delírios, alucinações e comportamentos estranhos. Abandonou, por vários anos, a matemática e a profissão de professor, dedicando-se à numerologia. Foi hospitalizado contra a sua vontade e submetido a tratamento com medicamentos, eletrochoques e coma insulínico (Nasar, 2002). Comportava-se de maneira estranha em relação aos colegas, tanto na faculdade como no ambiente de trabalho, inclusive em suas relações afetivas.
As cenas do filme mostram que Nash descrevia que muitos estímulos verbais textuais, por exemplo, frases em revistas ou jornais, datas, padrões numéricos ou textos publicados revelavam dicas secretas, conspirações políticas ou significados