Alberto caeiro
O sujeito poético cinge-se à percepção imediata do mundo real, privilegiando a percepção através dos cincos sentidos (sensorial) "Sinto com os olhos e com os ouvidos/ E com as mão e os pés/ E com o nariz e a boca") a comunhão com que a natureza tem de mias pura (Panteísmo: "Pensar um flor é vê-la e cheira-la") e o seu hábito de andar sem rumo (Deambulismo: Tenho o costume de andar pelas estradas").
O sujeito lírico, por admitir "Sinto o meu corpo deitado na realidade/Sei a verdade e sou feliz" admite que, por dar valor *a natureza e aos sentimentos, desvalorizando a razão , completa-se com a simplicidade das sensações que o mais natural lhe tramite.
"Álvaro de Campos representa o típico poeta da modernidade, da civilização e da técnica do mundo contemporâneo"
Álvaro de Campos é, dos heterónimos pessoanos, o que mais exalta os seus sentimentos. Neste excerto está presente a fase Futurista/Sensacionista.
O sujeito poético canta o trinfo da máquina e da civilização moderna, deseja materializar-se "se completo como uma máquina!" e é quase conduzido à conotação sexual "Possua-vos como a uma mulher bela". O sensacionismo é exprimido ao longo de toda esta fase, desejando o "eu" poético "sentir tudo de todas as maneiras" e quase alucina com este sensacionismo febril "Dentro e fora de mim" chegando a expressar o sadomasoquismo. O futurismo manifesta-se na sua escrita, com o uso de onomatopeis, odes diferentes das clássicas, uso de interjeições, exclamações, entre outras.
Álvaro de campos quer ser tudo no mesmo tempo.
"Mensagem" é a obra épica-lírica pessoana constitu+ida por quarenta e quatro poemas, curtos, divididos em três partes: "brasão" (nascimento da nação), "Mar Português" (apague-Descobrimentos) e "O encoberto" (Morte da pátria).
Esta terceira parte