Adolescência através dos seculos
A adolescência de um modo em geral inicia-se nas mudanças corporais da puberdade e termina na inserção social quando o jovem começa a pensar em “si mesmo”, escolher sua profissão e seu futuro. As mudanças da puberdade são visíveis, modificando as crianças que deixaram de ser crianças, dando-lhes altura, forma e sexualidade de adultos. Só que essas mudanças não acontecem por si só, são necessárias outras, mais variadas e menos visíveis, para ser alcançada a maturidade, é uma época de grandes transformações não só no intimo como na família e na comunidade. Na puberdade, ocorrem também mudanças orgânicas que tendem a maturação biológica adulta com dimorfismo sexual e capacidade reprodutiva; e na adolescência há adaptação às novas estruturas físicas, psicológicas e ambientais, a palavra adolescente vem do latim adolescere que significa crescer. Os componentes psicológicos nas pessoas, independente do período histórico ou cultural, embora nem sempre se reconhecessem as características especificas da adolescência. Somente nos séculos XIX e XX, acontecimentos sociais, demográficos e culturais parecem ter propiciado ao estabelecimento da adolescência como período distintos do desenvolvimento humano. Não muito estudada na Grécia antiga o adolescente era visto pelo prisma da impulsividade excitabilidade, embora considerasse que o aspecto mais importante da adolescência fosse a habilidade para escolher, e que a autodeterminação seria um individuo da maturidade. Segundo Grossmam os meninos romanos da elite, aos 12 anos deixaram o ensino elementar e passaram a estudar os autores clássicos e mitologia. No período entre a puberdade e o casamento, a indulgencia dos pais era admissível, devia-se conceder algum tipo de privilégio ao calor da juventude. Por outro lado as meninas, aos 12 anos, eram consideradas em idades de casar. O casamento se costumava, no máximo, ao 14 anos Na idade média, o individuo vivia em