Administração de Empresas Familiares
O empreendedor tende a passar uma imagem de um individuo persistente, que apresenta um novo produto/processo/serviço e que enfrenta todos os obstáculos e dificuldades, por meio a criação de uma nova empresa para comercializar esse produtos ou serviço. Esse cenário é definido a partir do instante que o empreendedor inicia sua atividade que muitas vezes partem do “zero”, assumindo riscos moderados ou ainda preferindo adquirir uma franquia ou uma empresa já existente. Talvez o mais impressionante seja o fato de empresas familiares apresentarem desempenho maior do que as empresas não pertencentes a um grupo familiar. Uma pesquisa aponta que nos últimos dez anos, nos EUA, as empresas familiares geraram um crescimento de renda anual maior (21,1%) do que as empresas não pertencentes a famílias (12,6%). E no caso em que o fundador ainda permanecer envolvidos na administração da empresa, a media de crescimento das receitas foi de quase 30%. Esses dados vêem para afirmar que as empresas familiares ocupam um lugar de destaque no mercado norte-americano. No Brasil não é diferente 77% das empresas familiares registraram crescimento nos últimos 12 meses, enquanto globalmente esse percentual foi de 65% conforme CFA (2014). O principal desafio para alcançar este crescimento e permanência no mercado competitivo, é o investimento em inovação e atração de talentos. A dificuldade de recrutar mão-de-obra qualificada, por exemplo, é apontada por 45% das companhias como a principal demanda interna nos próximos 12 meses – há dois anos, 63% das empresas familiares no país apontaram essa dificuldade. Pontos relevantes mencionam ainda que reorganização interna chega a alcançar (27%); seguida da administração do fluxo de caixa e custos (25%). Externamente, os fatores que mais trarão desafios para as empresas no próximo ano são as condições de mercado (68%), competitividade acirrada (43%) - tanto em relação à preço quanto em número de competidores -