Ética e a Prática da Cola
Quando uma pessoa pratica a cola ela primeiramente assume que não é capaz de pensar em algo sozinho, com seus próprios conhecimentos. Isso já é um ponto muito negativo, pois um indivíduo incapaz não tem espaço – ou não deveria ter – no mercado de trabalho. No mundo profissional você deve ser “mais do que o melhor”, “mais do que capaz”. Além disso, cria-se uma falsa ideia de que colocar o próprio fardo nas costas de outros torna a vida mais fácil, e que sempre será assim. Mas, haverá momentos em que a pessoa estará numa situação onde não terá ninguém para pensar por ela, e terá que agir sozinha.
Mas qual a relação disso com a ética? Hábitos errados se tornam viciantes, ou seja, quanto mais se cola, mais se quer colar. E o vício tem o grande poder de tirar a capacidade de lógica e raciocínio da pessoa. Se antes a pessoa tinha a concepção de tal ato ser errado, depois do vício não consegue mais enxergar o erro nisso. Torna-se algo comum, normal. E o que isso afeta na sociedade? Torna-se um grupo pessoas conformadas e preguiçosas. Pessoas não querem crescer na vida, não almejam grandes cargos. Querem ser ricos, mas só se for por sorte, porque se depender de esforço, estudo e dedicação, a vida estará sempre estagnada.