O ensino superior e os alunos com dificuldades auditivas
Considerando o contexto atual dos sistemas de ensino, acredita-se que a perspectiva de educação para todos constitui um grande desafio, pois a realidade aponta para alguns percalços que precisam ser superados, quando se trata principalmente da educação inclusiva.
A comunicação é uma necessidade mundial, tendo em vista desde a antiguidade, pessoas de diferentes raças, provenientes das mais diversas regiões do mundo, utilizam-se de várias formas de linguagem, tais como: Língua de sinais, oralismo, comunicação total, bilingüismo, a datilologia e sinais metódicos.
Sendo uma questão geradora de muitas visões e discussões: por parte da instituição de ensino estar preparada, o profissional da educação estar capacitado a trabalhar com alunos que apresentam dificuldades de ensino e a socialização destes alunos com os demais.
Sabendo que a educação é um direito garantido a todos, esta pesquisa tem o objetivo de analisar como têm sido inseridos os alunos com dificuldades auditivas no Ensino Superior.
HISTÓRICO DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
A sociedade de modo geral obtinha uma visão negativa a respeito da surdez, Segundo Goldfeld (1997), eram vistas com compaixão, como pessoas castigadas pelos deuses ou enfeitiçadas, sendo elas abandonadas ou sacrificadas.
A visão de que a pessoa com surdez era primitiva prosseguiu até o século quinze, só a partir do século dezesseis é que surgiram os primeiros educadores de pessoas com surdez.
Com isso vários educadores se propuseram a criar diferentes metodologias para ensinar as crianças com surdez, baseando-se na linguagem oral, ou seja, a língua auditivo-oral.
O oralismo, que venceu a língua de sinais que foi oficialmente proibida, passando a oralização a ser o principal objetivo da educação das crianças surdas, que ficavam a maior parte do tempo nas escolas recebendo treinamento oral, este dominou até a década de sessenta.
Em 1968 surge a Comunicação Total que incorpora modelos auditivos, orais e