O desenvolvimento de novas relações de trabalho na transição para o capitalismo cognitivo.
Mariana de Oliveira Bossan DRE109147672
O desenvolvimento de novas relações de trabalho na transição para o capitalismo cognitivo.
Quebra de bolsas, bolhas financeiras e imobiliárias e relações defasadas de valoração de produtos e serviços mediante a lógica vigente da escassez demonstram o conflito atual em relação aos parâmetros adotados pelo capitalismo para regulação do mercado pela estratégia da lucratividade. Muito disso deve-se ao desenvolvimento tecnológico e à disseminação dos meios de produção, que empoderaram a população comum. Os paradigmas sociais quanto ao direito à informação e sua produção foram quebrados e, graças à internet, os meios de comunicação deixam de ser unilaterais e se voltam para interatividade e construção coletiva do saber, sendo liderados pelos próprios usuários, que deixaram de se conformar com a pura recepção das informações e dos produtos midiáticos, passando a produzir entretenimento, notícia e softwares, entre muitos outros produtos, transformando informação e conhecimento em bens, não em mercadorias. Possibilitando, também, o surgimento de mercados para bens culturais não encaixados na lógica da indústria cultural. Assim o computador pessoal e o acesso à internet são reconhecidos, hoje, como bens culturais essenciais no capitalismo cognitivo, nova modalidade de relação de consumo e produtividade que não necessariamente envolve comercialização. Essa nova dinâmica abre espaço para o reconhecimento de culturas periféricas antes discriminadas e dá voz aos consumidores da dita “Classe C”, dirigindo a finalidade da produção à expressão, não mais ao consumo. Libertando as parcelas sociais da tutela intelectual e cultural exercida pela elite dominante. A lógica da escassez é destruída pela abundância do conhecimento, que é um bem não-rival, ou seja, não deixa de ser consumível depois de sua apropriação por um indivíduo, mas continua disponível para