A mecanização do trabalho
Várias transformações modificaram a sociedade europeia nos séculos XVIII e XIX, tanto econômicas quanto sociais e culturais. O fenômeno que causou essas transformações foi a Revolução Industrial que teve inicio na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor por James Watt. Por causas dessas transformações foi necessário o desenvolvimento de métodos que aumentassem cada vez mais a produção, “a improvisação deve ceder lugar ao planejamento e o empirismo à ciência: a Ciência da Administração.” (CHIAVENATO, 2004, p. 43).
É nessa época que a produção artesanal dá lugar a produção manufatureira. Segundo Motta (2004) “O advento da máquina significou, sem dúvida, o abandono violento do sistema artesanal de produção, em nome da maior eficiência”.
A vida nas organizações passou ser rotinizada. Segundo Chiavenato ( 2004) :
O rápido e intenso fenômeno da maquinização das oficinas provocou fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores e que, aos poucos, foram crescendo e se transformando em fábricas. O operário foi substituído pela máquina nas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição. (CHIAVENATO, 2004, 34)
Por isso, de acordo com Caravantes (1998) o conhecimento passa a ser introduzido na vida industrial, com o desenvolvimento de novas técnicas. Afinal, havia um mercado crescente e demandante por produtos a serem consumidos.
Com a proliferação de indústrias as organizações tornaram-se mecanizadas e foi necessário que as pessoas se adaptassem às exigências das máquinas. Ocorreu uma crescente tendência no sentido da burocratização e rotinização da vida. De acordo com MORGAN (1996), muito foi inspirado no militarismo que, nos tempos de Frederico “O Grande”, da Prússia, emergiu como o protótipo da organização. As organizações que usavam máquinas tornaram-se muito parecidas com máquinas.
Em consequência ao crescimento acelerado e desorganizado das empresas passaram a exigir uma