A industrialização do cinema
_A criação do cinema e o cinema Hollywoodiano
Com a industrialização, o sistema de produção em massa invadiu o campo de obras intelectu- ais. Foram criadas técnicas de racionalização e eficiência a fim de criar o máximo desempenho em filmes, jornais, rádio e televisão. Foi na industrialização que se estabeleceram as divisões de trabalhos pela especialização de tarefas. A partir desse momento não mais se visa a criação coletiva anônima e sim uma divisão de operações técnicas para a constituição do trabalho.
O chamado “cinema de transição” (1907-1915) foi o início dessa nova era, marcado pela separação de funções, foi organizada de forma industrial, tornando o cinema como a primei- ra mídia de massa da história. Foram criadas especializações das etapas de produção como conhecemos hoje: roteirista, diretor, diretor de fotografia, editor/montador etc. Essa padroniza- ção se deu por conta da necessidade de satisfazer a crescente demanda dos exibidores e pela pressão do Estado quanto a certos temas - como autocensura e moralização. As histórias se tornaram mais complexas, a quantidade de planos aumentou e os filmes tinham maior duração (primeiros médias-metragens).
Em meados de 1910, já encontramos estúdios cinematográficos instalados na costa da Ca- lifórnia e nenhum foge do sistema racional e econômico. A fim de assegurar seu sucesso comercial, os estúdios passam a padronizar a produção de filmes marcados por narrativas simplificadas, destacando pontos altos para manter a atenção e o olhar do espectador. Seus personagens, estereotipados: herói, mocinha contra vilão. Alguns estúdios eram especializados em gêneros populares, como os filmes de aventura, melodramas, musicais, westerns ou de gangsters.
Em 1913, o cinema americano decolou com o nascimento de Hollywood, tornando-se o mais rentável e produtivo do mundo. Hollywood não era apenas a “fábrica de sonhos”, era tam- bém, uma máquina de produção de valores ideológicos colocados do