A historia da enfermagem
A importância do estabelecimento de apegos seguros na infância para o desenvolvimento saudável do indivíduo.
Tendo como base a Teoria do Apego de John Bowlby, com suas bases etológicas e psicanalíticas, examinam-se os comportamentos de apego em diferentes idades, seus padrões e características de estabilidade e persistência.
O padrão de apego desenvolvido pela criança em relação à mãe, é influenciado por fatores constituintes da personalidade de cada um e interfere no desenvolvimento social do indivíduo, até a vida adulta.
Apego é uma expressão usada tanto pelo senso comum quanto nos meios acadêmicos. Popularmente usa-se com freqüência expressões como: fulano é muito apegado à sua mãe; beltrano é muito apegado à sua família ou a seu namorado (a).
Na definição de Ainsworth (1989) citada em Bee (1996), tais expressões referem-se, em verdade, a um vínculo afetivo desenvolvido pelo indivíduo em relação a um parceiro que, por sua importância, deseja-se que sempre esteja próximo e que não pode ser substituído por nenhum outro.
O apego é definido por Bee (1996) como uma variação do vínculo afetivo, onde existe a necessidade da presença do outro e um acréscimo na sensação de segurança na presença deste.
O sentimento do bebê em relação a seus pais é um apego, na medida em que ele sente nos pais a base segura para explorar e conhecer o mundo à sua volta.
A Teoria do Apego e algumas reflexões clínicas
O interesse e as pesquisas de John Bowlby, psiquiatra e psicanalista inglês, sobre os efeitos da privação da figura materna para a saúde mental em crianças, começaram a partir de sua experiência como assessor da Organização Mundial de Saúde na área de saúde mental. Bowlby, juntamente com James Robertson (1948), estudou os efeitos da privação materna em crianças com idades entre 2 e 4 anos. Estas crianças foram observadas antes, durante e depois da separação de suas mães (Bowlby, 1990).
Quando John Bowlby estudou o