A festança dos santos de junho
Antônio, João e Pedro. Eles são os santos mais populares. Mas não é por isso que as festas juninas são cheias de fogos, fogueiras, balões e bandeirinhas, danças e comidas. Muitos séculos antes de os portugueses trazerem essas festas para o Brasil, havia por toda a Europa festejos pagãos que comemoravam o preparo da terra para o plantio. A Igreja Católica logo tratou de dar-lhes um significado mais cristão, associando seus santos mais populares a elas. Várias cidades do interior do Brasil ainda mantêm o caráter religioso das festas, que começam no dia 12, véspera de Santo Antônio, e terminam no dia 29, dia de São Pedro. O auge mesmo é a noite do dia 23 para o dia 24, dia de São João Batista, o santo fogueteiro.
O começo de tudo
Em todo o Hemisfério Norte, junho é o mês do solstício de verão, quando os dias passam a ser mais longos e quentes. O costume de festejar no mês de junho surgiu na Europa antiga, antes do cristianismo.Na Antiguidade, quando a ciência ainda não havia explicado como o Universo funciona, essas alterações no clima eram atribuídas à magia e aos deuses. Assim, os povos daquela época criaram rituais para garantir a boa vontade e a bondade das divindades responsáveis por esses fenômenos. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, no século IV, as celebrações foram sendo incorporadas ao calendário das festas católicas. Dois séculos depois, a Igreja Católica reservou o dia 24 de junho para comemorar o nascimento de São João Batista, que batizou Jesus Cristo. Os cristãos criaram novos mitos para explicar as práticas anteriores (pagãs), fazendo o que se chama de sincretismo religioso. Por exemplo: para justificar o uso do fogo na festa cristã, conta-se que Santa Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de seu filho João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia da morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de