A experiência de ser mãe de uma adolescente
Hoje meu filho me olhou com desprezo porque eu lhe disse coisas simples do dia a dia, como por exemplo, pegue esta chave. Percebi também voz de irritação nele quando me dirigia alguma palavra, por menor que fosse e, na menor possibilidade de se comunicar comigo, o fazia de forma a querer me repreender de alguma forma, como por exemplo, eu não sei como fazer para tirar dinheiro no caixa eletrônico, são muitos botões, o tiozinho fica falando pra gente andar logo...
Agora há pouco chegamos em casa e eu estava tirando uns sacos de terra do carro e nem lhe pedi ajuda porque no caminho da casa da vovó até aqui ele não falou comigo e, o pouco que falou, fez questão de demonstrar desprezo. Eu pensei qual seria a melhor forma de agir, pensei que deveria ser com amor, no entanto, sem deixar de ser firme, sem perder o foco e o norte de sua educação, e que se eu continuar e conseguir ser forte, não deixar me abater e faze-lo passar por essa fase ao menos mantendo o respeito por mim, passaremos e chegaremos ao fim, felizes, e ele me agradecerá por cada uma das coisas que lhe ensino hoje.
É como se fosse uma outra pessoa – má – que se revela vez ou outra, mas que também tem seus rompantes de carinho e alegria. Eu acho que esta é a parte mais difícil de ser mãe, educadora e, acima de tudo, responsável pelo destino de quem ama. (Que bos...)