A escrita no ensino superior
INTERAÇÃO E GÊNEROS DO DISCURSO ACADÊMICO
Flávia ZANUTTO (FAFIJAN)
Neil Armstrong Franco de OLIVEIRA (CESUMAR/FAFIJAN)
RESUMO: A forma como a escola vem tratando a prática de produção escrita, quase sempre visando apenas à atribuição de uma nota, invariavelmente, tem levado professores de ensino superior e pesquisadores à constatação de um quadro insatisfatório de alunos que chega aos cursos de graduação despreparado para essa prática, deixa de focar a produção de texto como uma atividade de linguagem em que o aluno realmente se sinta sujeito do seu dizer e tenha conhecimento de formas diferenciadas para transmitir o que tem a dizer. Assim, a partir do conceito de gênero discursivo proposto por Bakhtin, em especial os elementos que o compõem (tema, conteúdo proposicional e estilo); da visão sóciointeracionista de Bronckart, para quem os gêneros de discurso são textos constituídos por segmentos de estatutos diferentes: segmentos de exposição teórica, de relato, de diálogo, de narração etc; das contribuições de estudiosos brasileiros sobre interação e escrita, tais como: Geraldi, Garcez e Marcuschi; de discussões e reflexões realizadas no grupo de pesquisa Interação e escrita no ensino e aprendizagem (UEM/CNPq), esta comunicação apresenta resultados obtidos no trabalho com acadêmicos de graduação do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul-PR, junto à disciplina Leitura e Produção Textual, cujo objetivo é prepará-los não só para a prática docente, como também para o desenvolvimento das suas próprias escritas. Esse trabalho busca, pois, levar os alunos à consciência de sua condição de sujeitos-autores de gêneros discursivos diversificados, sobretudo os de caráter acadêmico, enfatizados especificamente na disciplina alvo da pesquisa e estimulá-los à compreensão de que a produção escrita não é um ato isolado, uma vez que resulta das leituras que realizam dos textos com os quais se
deparam