Vida
Hoje prometia ser um dia daqueles! Cansativo, cheio de compromissos e com metas a serem cumpridas. Estava correndo o risco de perder uma proposta de emprego, e já estava de pé logo ás 7 da manhã. As ruas de Maringá ainda estavam quietas e compondo-se para mais um dia - a não ser por poucos trabalhadores que se dirigiriam para mais um dia de luta e de árduo trabalho – e fora isso, tudo estava tranquilo.
Seguindo no ritmo acelerado em que estava e pouco notando no movimento á minha volta, parei na faixa de pedestres esperando minha vez para atravessar. Nesse momento - em que pude pela primeira vez observar ao meu redor – pude ver um casal de idosos que estava assim como eu, esperando sua vez para atravessar a rua. Ele com sua boina acinzentada e bem agasalhado para se proteger do frio da manhã, trazendo consigo o certo ar pungente da virilidade que um dia foi mais exuberante. E ela que também usava roupas aconchegantes que a protegeriam da friagem matutina. Ambos seguravam as mãos de forma tão protetora e amável.
Naquele momento pude perceber o quão a vida passa depressa... Naquele momento, observando aquele casal de idosos atravessarem a rua, pude imaginar no quanto que as mesmas mãos que se seguravam de forma tão carinhosa e protetora já fizeram e contribuíram com o suor do seu trabalho, para garantir o país que temos hoje, ou nas diversas experiências, gerações, e nas alegrias e tristezas que já puderam viver e compartilhar. Nas marcas que trazem consigo. Marcas de uma vida que nem sempre se dá o luxo de ser boa e justa a todos.
Naquele momento pude perceber que a vida é uma coisa magnífica se pararmos pra pensar nela... Tão magnífica que a vivemos às vezes de forma tão intensa que nem nos damos conta, e acabamos perdendo momentos de tanta simplicidade, mas que nos trazem grandes reflexões e ensinamentos. Então essa é a vida. Cheia de vai-e-vem diários, cheia de ensinamentos, de tristezas e alegrias. Cheia de morte. Mas é uma vida que acima de tudo, é