Urbanização Favelas
palafitas revisitadas favela do dique, santos
camilla pires dibaco orientador rubem otero
localização
estado de são paulo
cidade de santos
continental
centro cidade de são paulo insular cidade de santos
as diferentes formas de ocupação se introduzem, bem como, e junto com isso, a necessidade de sua modificação conforme o tempo.
Se esse tipo de apropriação for previsto pelo projeto, não correremos o risco de que essa varanda exterior se incorpore à habitação, através de alguns fechamentos improvisados, com resultados duvidosos quanto ao real aproveitamento do espaço que se agrega.
A cidade de Santos ficou conhecida por causa de seu porto.
É que no início do século XX ele transformou-se no maior porto da América Latina, devido principalmente à exportação de café e, desde então, é considerada a mais importante “porta” do Brasil para o mundo.
Neste sentido, acredito que a arquitetura a ser desenvolvida para a região do Dique/Vila Gilda deve ser condizente com tal intitulação, considerando as particularidades e espacialidades da favela, sem esquecer das circunstâncias que a produziram, e ainda utilizar o mangue de uma forma racional que possibilite sua transformação em sistemas de uso múltiplo, com base na sustentabilidade a longo prazo.
Consequentemente a habitação que proponho para o Dique utiliza o conceito da palafita como “habitação sobre estacas”, e as pontes que interligam este tipo de habitação, confirmando as relações existentes entre os moradores e o lugar, para construir uma nova realidade.
Seguindo esta linha de raciocínio, o projeto sugere edifícios de até quatro pavimentos (térreo mais três), construídos sobre a água. O piso térreo deste edifício seria de caráter público, interligado por pontes que servem também de atracadouros ou acoplamentos dos equipamentos, que seriam construídos sobre as plataformas itinerantes, a fim de recriar
os espaços de convivência entre os moradores. estes edifícios