Um longo caminho para o horizonte
Moradores de comunidades carentes e desasistidas pelas autoridades, essas pessoas mobilizam-se de forma instintiva e empírica, atuando fervorosamente contra as condições impostas pela injustiça global. Famílias com nenhum acesso ao saneamento básico, educação e consciência de cidadania vivem a margem da sociedade. Vitimas históricas das discriminação aos escravos e aos pobres. Essas pessoas colhem os frutos da abolição não assistida: viverem a margem da sociedade e serem discriminados. Criando em certos casos um “conformismo” com a condição que esta, como um líder comunitário que ao falar de sua comunidade em Belfort Roxo fala que ali não é um lugar muito violento. Local que no fim dos anos 80 foi taxado pela ONU como o mais violento do Mundo.
O Fórum Social Mundial gerou para esses líderes um novo fôlego as suas causas. Que por muitas vezes não tem idéia de como e para que se organizar. A importância da troca dessas pessoas com outras lideranças, ajudando-os a organizar o movimento e tornarem-se uma força maior. Pronta para reagir e alcançar um mundo melhor. Pois sem essas mobilização os preconceitos e barreiras acabam limitando o acesso as autoridades, que só acham necessário o contato com esses em épocas de eleição ou exposição dos problemas sociais na mídia.
Mudança através dos movimentos populares, fará sim, diferença. O caminho é longo, árduo e infindável, pois a desigualdade cada dia é mais acentuada. Mas como cita um dos palestrantes, precisamos continuar caminhando para o horizonte. Um fato marcante no documentário é o canto da Gaúcha que inicia e termina o filme. Isso fortalece a idéia que a