Tratamentos Aerobicos
O uso de lodos ativados teve início por volta de 1913 na Inglaterra, e manteve-se inalterado por cerca de 30 anos devidos às limitações tecnológicas da época. O processo de funcionamento é bastante simples: num tanque mistura-se o lodo ativado e o efluente a ser tratado. Essa mistura deve ser constantemente agitada e aerada para que o processo biológico ocorra de maneira satisfatória. Após esse tanque, denominado tanque de aeração, o lodo alimentado, juntamente com o lodo gerado pela oxidação da matéria orgânica, é separado do efluente tratado por decantação. Assim, uma parte desse lodo deve ser realimentado no tanque, enquanto o excesso deve ser retirado do sistema, recebendo um fim adequado. Para que o processo tenha um rendimento desejável e um tempo não muito grande, faz-se necessário o uso de grandes quantidades de flocos desse lodo e, consequentemente, grande necessidade de oxigênio. Este é normalmente obtido injetando ar diretamente no meio líquido, ou retirando-o da atmosfera por absorção forçada.
Normalmente, o fluxograma básico do projeto envolve um decantador primário, onde os sólidos mais grosseiros são eliminados do efluente, o tanque de aeração, onde é alimentado o lodo ativado, e o decantador secundário, onde se faz a separação entre fluido tratado e lodo produzido.
As principais vantagens do processo são a alta eficiência, a maior flexibilidade de operação e a menor área requerida. Já as maiores desvantagens incluem um operação relativamente delicada, a necessidade de completo controle de laboratório e um custo de operação mais elevado, principalmente com os custos energéticos de aeração e agitação do tanque. Normalmente, um processo de lodo ativado em efluentes de esgoto remove de 75 a 95% da DBO, além de 85 a 95% dos sólidos suspensos. O processo foi sendo