No pequeno espaço entre o final do tambor e o início do cone de pressão (gap), o projétil descreve um voo livre. Quanto menor for esse espaço, maiores serão os valores de precisão e estabilidade do projétil. Na extremidade anterior, verifica-se a coroa ou crista, que tem por função permitir uma saída uniforme dos gases pelo cano. Sem a uniformização realizada pela crista, esse escape diferenciado dos gases, que aconteceria em decorrência do raiamento, poderia gerar um desvio na trajetória do projétil. Na região externa dos canos dos revólveres é comum encontrar gravações que identificam o calibre nominal da arma, o fabricante, o país de produção, entre outros dados. O cano pode apresentar reforços, que geralmente caracterizam o modelo da arma. Em sua parte inferior, pode haver uma presilha de fixação da vareta do extrator e indiretamente da haste central (aferrolhamento duplo). 1.2.4. Mecanismos Os mecanismos dos revólveres são compostos de três sistemas básicos, que funcionam de forma interligada: - Sistema de disparo e percussão; - Sistema de repetição; - Sistema de segurança. Sistema de disparo e percussão Embora funcionando de forma integrada, o sistema de percussão é composto principalmente pelo gatilho e impulsor do gatilho, cão, percussor, alavanca de armar e mola real, todas essas peças com as suas respectivas molas e pinos. Considerando o tambor do revólver carregado, pode-se ter o disparo a partir de duas ações, que acabam por classificar os mecanismos de disparo em: - Ação simples – Caracteriza-se por requerer o engatilhamento manual da arma por meio do recuo do cão até a posição de armado (travado à retaguarda), momento em que o tambor gira, promovendo o alinhamento da câmara com o cano para posterior acionamento da tecla do gatilho. Acionando o gatilho,
Percussão direta – O percussor é parte integrante do cão, podendo ser um prolongamento do cão (fixo), ou estar afixado por um pino (oscilante); - Percussão indireta – O percussor se encontra em espaço