Trabalho de resenhas
Flavia da Silva Leão
Dados recentes do Programa Nacional de DST/AIDSmostram que há cerca de 600.000 casos de HIV no Brasil:nas regiões Sul e Sudeste, estão concentrados cerca de85% desses casos. Atualmente, a doença hepática terminalé considerada uma das causas mais importantes de mortenos pacientes adultos hospitalizados portadores de HIV, eestima-se que, em cerca de 40% dos pacientes infectados pelo HIV, haja co-infecção com os vírus das hepatites B e/ouC. As inter-relações das hepatites virais com o HIV sãocomplexas, pois o HIV pode modificar a história natural dashepatites e possibilitar um comportamento semelhante aode doenças oportunistas..A importância do estudo das gestações de risco decorre do fato de elas relacionarem-se com uma maior morbi-mortalidade materna e perinatal. Uma vez identificadas, algumas condições de risco podem ser tratadas e eliminadas, enquanto outras podem ser controladas, diminuindo seu impacto na gravidez. Em outras circunstâncias, ainda, os profissionais de saúde podem ser alertados para observar, com maior rigor, os sinais precoces de complicações, iniciando o tratamento imediatamente.
A associação entre diabetes e gravidez é considerada condição de risco. Trata-se de doença com início insidioso, difícil controle glicêmico e que pode repercutir negativamente sobre a saúde materna e do feto(1). Contudo, a disponibilidade de insulina exógena vem mudando o prognóstico materno e perinatal: a mortalidade perinatal caiu de 65% (em 1920) para os atuais 2 a 4%, na maioria dos centros terciários(2).Dentre as possíveis intercorrências na gestação de mulheres diabéticas estão o hiperinsulinismo fetal, as malformações congênitas, a síndrome do desconforto respiratório, a hipoglicemia neonatal, a hipoxemia crônica, a asfixia e o óbito fetal(1-3).