Terrorismo e seus desdobramentos
Colégio Pedro II, Unidade Humaitá II
TERRORISMO
PROBLEMATIZAÇÃO CONCEITUAL - O QUE É, QUEM O PRODUZ, QUEM O DEFINE?
As motivações para o terrorismo e sua organização espacial.
O caráter plural do terrorismo configura um âmbito de discordâncias que dificultam a sua definição. Desde a sua primeira grande manifestação internacional, no atentado contra as torres gêmeas e o Pentágono em Washington, o terrorismo foi declarado como um inimigo transnacional, por se atuar em níveis de organização de ordens religiosas, políticas, filosóficas, étnicas e criminosas a fim de uma causa política. A ONU atua, desde então, promovendo diversos programas antiterroristas. Porém, em seus 58 anos de repressão aos atos terroristas, nunca conceituou qual era o objeto que declarara guerra. Apenas na Declaração sobre Medidas para Eliminar o Terrorismo
Internacional, classificou como: “Atos criminosos pretendidos ou calculados para provocar um estado de terror no público em geral”.
Entretanto, a questão conceitual pode ou não ser traduzida em definições? Nas palavras de Peter Beaumont, um jornalista britânico, afirma que “Talvez parte do problema seja que, ao tentar generalizar sobre o terrorismo como uma maneira de encontrar uma grande teoria unificada para explicar todas as suas versões, perdemos o sentido de especificidade – como alguns grupos são mais parecidos com um culto, outros com exércitos ou movimentos políticos. Como, mesmo em grandes movimentos, todos os atos não são equivalentes.”. O quesito da especificidade, no caso, não determina uma justificação para os atos terroristas, mas sim uma análise de sua causa e consequência.
Após o atentado de onze de setembro, fomos educados a associar o terrorismo ao Oriente Médio pelo governo americano. Contudo, grupos terroristas estão espalhados por todo o mundo, inclusive em países da Ásia, do sul da Europa, norte e sul