Territorialidade
“Essa necessidade apareceu ao decorrer de pesquisas sobre a questão do trabalho irregular no período escravagista, assim como sobre as transformações ocorridas no espaço da cidade de Salvador”.
Várias pesquisas são feitas para compreender que são os responsáveis pela formação do espaço em suas dadas épocas. No Brasil colonial, o modelo para a modernização das cidades advinha de Portugal, já que nesse período o país estava inserido no domínio do Império Lusitano.
“Destacam-se, no presente trabalho, como principais agentes modeladores das cidades: (1) a Igreja; (2) as ordens leigas; (3) o Estado; (4) os agentes econômicos; (5) a população e os movimentos sociais”.
A Igreja Católica era invictamente a maior expressão religiosa no Brasil e devido ao seu reconhecimento, eram feitos negócios entre esta força e o Estado para administração das cidades coloniais. Toda a transação só era possível pelo estabelecimento do Padroado.
“O Padroado correspondia, no Brasil, a um acordo entre o Papado e a Coroa Portuguesa, em que a mesma recebia os dízimos relativos à Igreja, e ficava responsável pela manutenção das despesas da Igreja no Brasil”.
A Igreja era composta por duas entidades cuja cada uma exercia funções diferentes para maior racionalização dos trabalhos. O clero secular e o clero regular. Sendo o primeiro composto por bispos, arcebispos e algumas instituições (Cabidos, Tribunais Eclesiásticos, Seminários, etc.), tais posturas eram indiciadas como o topo da hierarquia católica. A função dos bispos era reunir toda a comunidade religiosa para a instituição de normas, já os arcebispos (bispado) definiam a localização das igrejas