INTRODUÇÃO O mundo sempre esteve diante de conflitos e guerras, alguns por motivos territoriais, outros por motivos econômicos, outros políticos, outros por independência, outros por motivos religiosos, alguns até por motivos pessoais dos governantes, e alguns por todos estes motivos em conjunto. Todos estes conflitos trouxeram desgraça, pobreza, e muitas mortes aos beligerantes. Hoje, se percebe que o objetivo principal das grandes potências não foi o internacionalismo, e sim o domínio do sistema de Estados. As grandes potências, uma após a outra, não mediram esforços para chegar a este status quo1, esforços que só foram derrotados por guerras, principalmente entre uma coalizão de forças e a grande potência. Como disse certa vez o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas: “A vida é uma sequência contínua de dominações...” (WHIGHT, 2002, p. 10). Com o passar dos séculos, e principalmente a partir do século XX, não existiam teorias que pudessem explicar as Relações Internacionais. Com o advento das duas Guerras Mundiais, procurou-se interpretar, explicar e compreender as relações entre os Estados. Surgiram, então as Teorias das Relações Internacionais. Segundo Borges de Macedo (2002,p.17) “esta disciplina surge na entre-guerras, com as pesquisas de diplomatas e estudiosos como Edward Carr e Norman Angell, para responder a uma pergunta bastante especifica: porque há guerras?”. Estes dois estudiosos foram fundamentais para o estudo das Relações Internacionais. Edward Carr faz parte dos teóricos realistas. Já Norman Angell pode ser considerado como idealista. O pensamento idealista surge no final da Idade Média, com Marsílio de Pádua que este inconformado com o poder e as barbaridades da Igreja Católica. Contudo, a teoria idealista, na ciência das Relações Internacionais, somente vai surgir com o advento da I Guerra Mundial para tentar criar meios de se abolir as atrocidades causadas pela guerra.