Serviço social: identidade e alienaçao
Serviço social- Identidade e Alienação
Nas cinco primeiras décadas do século XIX ocorreram profundas mudanças devido à consolidação do capitalismo, houve muitas alterações principalmente nas relações sociais e de trabalho, impondo um novo ritmo de vida à sociedade. Suas influencias não eram apenas restritas ao comércio ou aos processos industriais, atingiam à sociedade como um todo. Trouxe consigo uma fase de progresso econômico e de expansão do comercio como jamais havia acontecido. O capitalismo, que é um modo de produção contraditório, tem como marca a desigualdade social, a posse privada de bens e a exploração da força de trabalho. Diante todo seu percurso é marcado por crises cíclicas, deixando claras as diferenças de classe. Na segunda metade deste século havia uma crescente oferta de trabalho, junto com um grande volume de investimentos e uma acelerada expansão industrial, fazendo com que o regime alcança-se uma fase de maturidade. Diante disso a burguesia acreditava que o modo de produção que ela instaurou e o domínio do capital sob o trabalho era irreversível. Mas à medida que se sucediam as crises tornavam-se mais turbulentas e acompanhadas de graves problemas sociais. A classe trabalhadora já excedia a demanda de mão de obra. Nas cidades fabris havia uma grande miséria, os trabalhadores viviam em condições subumanas, não havia investimentos em infra-estrutura, em saúde, em habitação, elevando o numero de morbidade e mortalidade infantil e adulta. Diante disso instaurava-se uma ‟guerra social” em todo continente. Não eram mais problemas individuais, mas sim de toda uma população que havia crescido muito. Os burgueses começaram a se preocupar, pois para o capital expandir precisava da existência desses trabalhadores, mas percebiam que ao mesmo tempo em que favoreciam a expansão do seu poder fortalecia também a consciência de classe desses operários, que já não se deixavam envolver por discursos de igualdade e