Sentient city
Editor: Mark Shepard, artista, arquiteto e pesquisador. Projeto atual: “Hertzian Rain” que trabalha com a produção sonora na cidade.
Resenha Macello Medeiros – Prefácio, Introdução, Caps. 01, 02 e 03.
Prefácio
O livro é fruto de um evento realizado no outono de 2009 pela Architectural League e tenta responder a seguinte questão: “ao passo que as tecnologias digitais parecem estar desmaterializando mais mais o mundo a nossa volta (tal qual livros, cds e fotografias, qual o impacto que elas possivelmente podem ter em relação a inevitável materialidade das construções e das cidades? A proposta é conceber outra forma de compreender o espaço urbano, através dessa complexiadade que surge unindo as cidades e as tecnologias digitais (“tramas” do texto de vinícius). De forma secundário, os estidos de casos e ensaios do livro tem como objetivo mostrar como é possível trazer os arquitetos e designers para uma discussão sobre a cidade de forma a compreendeê-la não apenas como um espaço físico, mas como o resultado destas relações entre materialidade e imaterialidade ou atores humanos e não humanos.
Introduction
Este capítulo parte da ideia de que as cidades são inteligentes. O autor nos leva a compreensão de que esta “cidade inteligente” tem a ver com uma propriedade da cidade de reagir a determinado estímulos, que, de acordo com os projetos descritos no livro, são provocados e coletados (feedback) por tecnologias digitais através de sensores. Daí a denominação de uma “cidade sensitiva” ou “capaz de sentir”. Pode-se perceber que em todos os projetos existe uma complexidade na aplicação das tecnologias digitais para este fim. Os projetos utilizam diferentes sensores e formas de conexão entre hardwares e softwares que fazem com que a cidade seja “capaz de sentir”. Porém, neste capítulo, é apontado o estranhamento quando se pensa dessa forma – a cidade capaz de sentir –, já