Revolução russa e a arte
De acordo com as filosofias modernas, como a de Marx, eram as próprias leis da história que impulsionavam irresistivelmente para a transformação.
Era a possibilidade de nascimento de um novo homem, de uma nova sociedade. Isso exigia, também, uma nova arte.
Maiakóvski, um grande poeta futurista, dizia que :“não há conteúdo revolucionário sem forma revolucionária”, deste modo não espanta, portanto, que a revolução, operada politicamente pela derrubada czarista e pelo desbanque da burguesia, tenha sido utilizada pelos artistas.
Envoltos de ideias de vanguarda, eles próprios queriam uma revolução na arte que pudesse transformar a vida.
Surge, então, o movimento cnstrutivista, pregando a transformação da figura do artista, elel deixara de ser o indivíduo isolado e genial, devotádo à pesquisa formal. Tampouco devia reconhcer hierarquia entre as artes, uma herança burguesa. Daí a crítica à pintura de cavalete que, além disso, ignorava a necessidade de lidar com materiais mais pesados como os metais típicos da era industrial. Na nova sociedade igualitária, o artista devia ser apenas mais um construtor,próximo do engenheiro.
Benjamin, o grande crítico alemão, falava, em 1934, do “autor como produtor”: o artista não deveria ficar ao lado do proletariado pela mera solidariedade de convicções, mas junto a ele na luta de classes através da sua própria integração dentro do processo produtivo. Difícil ser mais materialista do que isso.
Rodchenko foi um caso emblemático. Seu apego às formas geométricas, à fotografia e ao desenho com régua e compasso buscava uma suposta racionalidade não-subjetiva. Ele não apenas colocou seu talento a serviço da Revolução, fazendo design gráfico, tipografia e propaganda. Sobretudo, acreditava que a tecnologia aí envolvida, pela qual a arte podia invadir a