Resumo
Introdução:
Devido ao acelerado processo de desenvolvimento de novas tecnologias, é possível que, em menos de um século, o trabalho “em massa” no setor de vendas e serviços seja eliminado em praticamente todas as nações industrializadas do mundo.
Hoje, mais de 75% da força de trabalho, na maior parte dessas nações, está desempenhando funções que são pouco mais do simples tarefas repetitivas e que, no futuro, robôs e computadores sofisticados poderão fazer com facilidade, fato que está tornando a gerência média especialmente vulnerável à perda do cargo em função da reengenharia e de outras técnicas ou conceitos administrativos que visam adaptar a organização aos novos tempos, levando à parceria social.
Saliente-se que, na década de 1950, 33% de todos os trabalhadores dos Estados Unidos estavam empregados no setor industrial. Nos anos 1960, esse número caiu para 30% e, na década de 1980, reduziu-se para 20%. No final do século, estava em 17% e, nesta década, deverá cair para 12%.
A consequência inusitada é que a produtividade na indústria americana está aumentando em torno de 3% ao ano, em um cenário de crescimento econômico no qual o PIB dos Estados Unidos avança a taxas próximas dos 5% no período de 12 meses, embora possa apresentar períodos cíclicos de declínio.
Os registros históricos apontam que, há 100 anos, os Estados Unidos eram um país agrícola e, hoje, menos de 2% dos seus trabalhadores atuam nesse setor.
A crença de que o setor de serviços poderia aproveitar essa mão de obra liberada pelo setor industrial caiu por terra, pois esse setor também está sendo amplamente automatizado, com a criação de corporações virtuais, a exemplo das que vêm promovendo a Internet.
Apesar de os setores tradicionais se automatizarem velozmente, pode-se perceber o surgimento do setor do conhecimento e, com ele, dos trabalhadores do conhecimento. Nessa divisão