Resumo - c.s. lewis - o certo e o errado como chaves para compreensão do universo
Todos nós separamos o certo do errado. Alguém que diz que não existe certo e errado não consegue viver de acordo com isso. Sem certo e errado, nada do que fazemos tem qualquer sentido. A natureza humana é regida por leis naturais específicas do homem, que são chamadas de leis morais. A diferença entre as leis morais e as outras leis naturais é que elas só podem ser obedecidas voluntariamente. Uma pedra não tem escolha quando a soltamos no ar. Mas uma pessoa tem escolha entre fazer ou não fazer algo aquilo que a sua própria moralidade recomenda. Por isso o homem é capaz de experimentar a dúvida moral.
No livro Abolição do homem, Lewis debate sobres os valores tradicionais, universais e objetivos, que ele chama de Tao. Ele deixa claro que a religião judaico-cristã foi apenas uma das culturas que defendeu o Tao, dando sua própria interpretação para ele. As diferenças culturais, quando se trata das leis naturais, são superficiais. Em todas as culturas a moralidade humana parece ser regida por algumas leis comuns. Imagine como seria uma cultura que não se aproximasse nem um pouco do Tao. Provavelmente ela seria inviável. Se não existisse lei natural para limitar o comportamento humano, não poderíamos diferenciar o que é justo do que é injusto. Mesmo quando eu rejeito uma lei, eu a rejeito em vista de outra lei. Nunca consigo rejeitar tudo que faz parte do sistema moral.
Ninguém segue a lei natural à risca. Os erros fazem parte do aprendizado, mas só podem ser compreendidos enquanto erros quando há uma noção do que não é um erro. Eliminar a noção de erro seria querer eliminar o sentido da ação humana. Mas o sentido da ação não é definido por uma lista de coisas permitidas e uma lista de coisas proibidas. Todas as ações são geradas por impulsos, e não há impulsos humanos que são bons por si sós ou maus por si sós. A lei natural indica quando seguir um impulso e quando não segui-lo. Se a lei natural