Resumo Material Keynes
1. INTRODUÇÃO E RESUMO DA OBRA
Na década de 20, a economia inglesa atravessa sucessivas crises que culminam na grande depressão dos anos 30. Em 1932, por exemplo, se observa desemprego em massa nas principais economias capitalistas. Nessa mesma data, a produção industrial americana correspondia a 58%, a alemã a 65% e a inglesa a 90% da verificada em 1913, ou seja, havia ampla capacidade ociosa das indústrias. Diante dessa realidade, Keynes intuitivamente começa a se afastar da ortodoxia –, tal como a representada pela “Lei de Say”. De acordo com essa “Lei”, não poderia ocorrer “escassez de poder de compra” no sistema econômico, primeiramente porque o processo de produção capitalista é também o de geração de renda (salário, lucros, aluguéis etc.) e, portanto, de criação da fonte de financiamento da demanda; e, segundo, porque dada a existência dos mecanismos automáticos dos mercados livres, os movimentos corretivos e espontâneos de salários, preços e juros garantiriam que o níveis de demanda não ficassem permanentemente aquém dos níveis de produção de pleno emprego, ou seja, o desemprego involuntário era impossível de acontecer. Da crítica à “Lei de Say” Keynes caminha em busca de uma explicação analítica para o desemprego e tenta dar fundamento teórico às sugestões de intervenção estatal como geradora da demanda de garantir níveis elevados de emprego. Tal explicação viria por meio da obra “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”. A mensagem básica do livro está contida nas muitas vezes repetidas proposição de que o sistema capitalista tem um caráter intrinsecamente instável. Ou seja, a operação da “mão invisível”, ao contrário do que é sustentado (ainda hoje) por economistas de inclinação mais ortodoxa (clássicos/neoclássicos/monetaristas), não produz a harmonia apregoada entre o interesse egoístico dos agentes econômicos e o bem-estar global.