Resenha do filme esse amor nos consome de allan ribeiro
AVALIAÇÃO - RESENHA #01
Aluno:
“Quais são os elementos do cinema contemporâneo presentes nesse filme?”
ESSE AMOR QUE NOS CONSOME, de Allan Ribeiro, 2012, 80min.
Esse Amor Que Nos Consome é um filme brasileiro dirigido por Allan Ribeiro lançado em 2012 que já ganhou prêmios em vários festivais nacionais e internacionais como melhor filme e melhor direção de arte.
O enredo gira em torno da companhia de dança afro-brasileira de Rubens Barbot e seu diretor Gatto Larsen. Eles buscam um local para realizar os ensaios da companhia de dança e acabam se mudando para um casarão abandonado no centro da cidade, onde podem ficar apenas até que o imóvel seja vendido, mas os orixás dizem pelos búzios à Barbot que não há por que se preocupar, pois aquele lugar é deles. O filme acompanha todo o processo de ocupação da casa, que acaba se tornando personagem também, e dialoga com possibilidade de arte no cotidiano em meio urbano. Logo no inicio, Gatto anda pelas ruas do centro do Rio de Janeiro que se encontram distantes dos cartões-postais, observando as construções e descrevendo uma relação, que se constrói ao realizar o filme ou ao refletir sobre o filme, do homem com a cidade grande.
A dramaturgia no filme possui uma relação direta com o corpo que questiona a própria condição e que se encontra imerso no mundo através dos sentidos. A fenomenologia é perceptível, pois o filme evidencia o corpo, os gestos e as pequenas ações. Desse modo, o fenômeno da experiência se faz muito presente nas práticas diárias, como a dança, as performances e até mesmo no banho de caneca, e entendemos as personagens através do engajamento na prática da própria existência.
Nas cenas de dança, em especial a que ocorre no píer, a câmera filma os corpos que se deslocam no espaço e se relaciona diretamente com o corpo dos bailarinos a partir de uma aproximação que gera um embate com os indícios do corpo.
Os diálogos sobre o planejamento do espetáculo de dança, os ensaios e as conversas na praça