quinteiro
Curso de Pedagogia/ CCHS/ UFMS
Fundamentos Sociológicos da Educação
SÍNTESE
Referência: QUINTEIRO, Jucirema. Infância e educação na sociologia: questões emergentes. In: MAFRA, Leila de Alvarenga; TURA, Maria de Lourdes Rangel (Org.). Sociologia para educadores 2. O debate sociológico da educação no séc. XX. Rio de Janeiro: Quartet, 2005.p. 137-166.
TÓPICOS QUE O AUTOR EXPÕE “[...] Durkheim elaborou uma proposta de Educação Moral, numa perspectiva laica, com objetivos de socializar a criança no sentido de disciplinar, entre outros aspectos, a sua capacidade “questionador” e assim “conter as forças rebeldes” da sociedade do seu tempo” (QUINTEIRO, 2005, p. 137).
[...] educar é inscrever na subjetividade da criança os três elementos da moralidade: o espírito de disciplina (graças ao qual a criança adquire o gosto da vida regular, repetitiva, e o gosto da obediência à autoridade); o espírito de abnegação (adquirindo o gosto de sacrificar-se aos ideais coletivos) e a autonomia da vontade (sinônimo de submissão esclarecida). (Apud FERNANDEZ, 1996, p. 63 Apud QUINTEIRO, 2005, p. 138)(grifos do autor).
Tal Congresso parece apresentar-se como um marco importante no surgimento da Sociologia da Infância. Salienta-se que a releitura critica do conceito de socialização e de suas definições funcionalistas entre os pesquisadores contribuiu fundamentalmente na consideração da criança como ator, renovando, deste modo, o interesse pelos processos de socialização entre os sociólogos da infância. As crianças passam a ser definidas como capazes de pensar e decidir sobre as “coisas do mundo” e de participar do seu próprio processo formativo. (QUINTEIRO, 2005, p. 138 e 139)
“[...] a consideração das crianças como atores sociais exige a identificação e a caracterização das suas condições reais de vida e sua existência para que se possa intervir no sentido de interrogar sobre os constrangimentos constitutivos dos mundos da