Projeto Interdisciplinar
O não formal tem sido uma categoria utilizada com bastante frequência na área de educação para situar atividades e experiências diversas, distintas das atividades e experiências que ocorrem nas escolas, por sua vez classificadas como formais e muitas vezes a elas referidas. Na verdade, desde há muito tempo classificava-se como extraescolares atividades que ocorriam à margem das escolas, mas que reforçavam a aprendizagem escolar, nas bibliotecas, no cinema, no esporte, na arte. Desde esses primeiros tempos, não se consegue conceituar adequadamente educação não formal, nem se consegue categorizar convenientemente suas diversas expressões em uma tipologia.1 Com frequência, está referida ao escolar, considerado, nem sempre propriamente, como formal; e com frequência maior ainda recobre experiências as mais diversas, às vezes entendidas como educação social, que têm entre si o traço comum de serem realizadas fora do espaço e do tempo escolares. O esforço de conceituação é feito na inclusão de crianças com necessidades especiais no sistema escolar; ao trabalho com crianças de rua, discutindo inclusive a singularidade do "educador de rua"; o trabalho com adolescentes e jovens infratores, em abrigos ou centros de convivência; atividades de lazer e arte, realizadas em oficinas de criatividade; o papel da comunicação para a inclusão social; a importância da organização de grupos que resgatem "memórias culturais urbanas" (hip hop, grafite etc.) ou recriem capoeira, roda de samba e samba de roda; esporte e educação física; importância dos museus de arte e um contato maior com a natureza, problemas ecológicos etc.
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CAPÍTULO 01
Histórico
Nas primeiras décadas do século xx, a necessidade de ampliar e melhorar o abastecimento de água na cidade levou o município de Bauru a adquirir uma área de 1040 hectares, cortada pelo córrego Vargem Limpa, parte de uma grande propriedade rural denominada Fazenda Vargem Limpa. A escolha desse