Principios e perspectivas da ead
A educação a distância surge no final do século XIX, no intuito de minimizar a desigualdade educacional dos que tinham menor poder aquisitivo, geralmente operários, que com a expansão da industrialização, eram necessários para uma mão de obra mais qualificada (alfabetizada) para trabalhar.
No Brasil, a educação elitizada também sustentava a desigualdade social, entretanto em 1891 surge o primeiro curso profissionalizante à distância (datilógrafo) e formalmente em 1904 foram implantadas as Escolas Internacionais, mas somente com o surgimento e a popularização da tecnologia (primeiramente o rádio, depois a televisão e mais recentemente a internet) é que a educação a distância pode cumprir seu papel de chegar efetivamente aos que mais necessitavam. O Projeto Minerva e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (1970) são exemplos de bons projetos que duraram pouco e sofreram muitos preconceitos e críticas. Eram utilizadas transmissões a radio e material impresso, sendo que o IRDEB se destacou devido à disponibilização de tutores presenciais, entretanto mesmo com tanta inovação e abrangência a falta de financiamento levou ao término da modalidade.
Sempre no intuito de escolarizar a população mais carente, e que necessitava do mínimo de educação para o desenvolvimento do país, diversas tentativas foram feitas, sendo que se pode perceber a descontinuidade de todos os projetos, que se dividiram em três grandes categorias: a de formação geral (mínima), a de formação profissional e a formação de professores.
Somente a partir da lei 9394/96 (nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) é que a Educação a distância se incorpora como uma modalidade de ensino, adquirindo grande abrangência no Ensino Superior através das universidades particulares e com a UAB (Universidade Aberta do Brasil).
No intuito de democratizar a educação, a UAB vem de encontro com a necessidade de formação da população, em um país onde a extensão de