Poesia
Tenho ego suficiente pra dizer que o mar veio pra tocar em mim.
E não que eu tocava no mar.
Eu sou maior que o mar! O mar que veio.
Afinal, o motivo das ondas nos meus pés era só a vontade do mar de tocar em mim.
A vontade do mar de sentir o que eu sentia.
E era uma honra pro mar ter suas águas em meus pés.
Alguns céticos podem dizer que as ondas do mar, quem trouxe foi o vento e não eu.
Mas mal sabem eles que o vento também veio por mim.
O vento também queria um pouco de mim.
E por mais sorte que o mar, o vento tinha muito mais de mim!
Tinha meu corpo, meus cabelos e minha sensação de frio.
O vento e o mar tinham quase tudo de mim. A garota do meu lado!
Que caminhava comigo na (agora) praia, cantava músicas estranhas que pensava que só eu conhecia e sorria. Senti ciúmes do mar e do vento que não tocavam mais somente em mim. Mas na garota também. Talvez eles não tivessem vindo por mim.
Aquela garota era minha! Nem do mar, nem do vento. Foi eu que trouxe também.
A vontade dela de também sentir o mar e o vento foi crescendo. E a medida que essas vontades cresciam, eu percebi eu que estava diminuindo. Não era mais... nem maior que o mar. E o vento era gigante!
Na verdade, só consegui entender meu tamanho real. Um metro e alguma coisa!
E o meu amor, deixou a moça maior que o mar e o vento.
Adeus.