Pioneiras da enfermagem no Brasil
Edith Magalhães Fraenkel
Rachel Haddock Lobo
Lais M. Netto dos Reys
Edith Magalhães Fraenkel
Pioneira das pioneiras
A história dessa pioneira não causaria espanto se ocorre nos dias atuais, entretanto teve início no começo do século XX. Edith atuou nele, durante mais de sua metade, com um brilho e uma segurança difícil de encontrar entre as mulheres de então. Nessa época as mulheres eram tidas como cidadãs de segunda classe: poucas gozavam dos benefícios da educação, com a legislação que as limitava e com a Igreja restringindo seu espaço ao ambiente do lar. Nesse ambiente e naquele período, Edith Magalhães Fraenkel, indiferente ao que os outros pensavam, começa sua jornada.
Nascida no Rio de Janeiro no dia 9 de maio de 1889, ainda no Império, pertencia a uma família culta e de destaque. Era neta do político Benjamim Constant e filha de Cônsul brasileiro que ocupou esse cargo na Alemanha, Suécia e Uruguai. Viveu sua infância nesses países onde fez seus primeiros estudos e se tornou poliglota: alemão, sueco, espanhol, inglês, francês e italiano.
Ao fixar residência no Rio de Janeiro, durante seis anos, foi professora do ensino primário. A primeira Guerra Mundial abriu-lhe novos caminhos, pois a levou a fazer o curso de Samaritana na Cruz Vermelha. Foi o começo de uma carreira notável. Em 1920, fez um curso rápido para atuar, como Visitadora, na inspetoria de Tuberculose do Departamento Nacional de Saúde Pública e seu desempenho nessa atividade logo foi notado.
Ethel Parsons, enfermeira americana que viera ao Brasil, logo percebeu a capacidade de Edith: seu pendor para liderança e grande potencial para o trabalho. Ainda mais: era uma mulher educada, culta e que tinha iniciado sua carreira como professora. Reunia, portanto, todas as características tidas como esenciais para se tornar a nova enfermeira. Sugeriu, então, que ela fosse fazer um curso na Escola de Enfermagem do Hospital