Pesquisa Fundamentada
A mediação e conciliação, também chamada pelo CNJ de “Cultura da Paz”, trazendo em destaque em seu texto a solução de conflitos de forma rápida e eficiente, consequentemente exigirá mudança de postura e ações efetivas para dar suporte material, estímulo, treinamento e inclusive a previsão de remuneração dos mediadores e conciliadores, sob pena de sucumbir todo o esforço legislativo até então empreendido.
A mediação nada mais é que um terceiro neutro e imparcial, conduzindo e facilitando o entendimento entre partes que buscam interesses em comum, assim, chegando a um acordo satisfatório para ambos. A conciliação é mais utilizada e aplicada na área comercial e do consumidor, ressaltando que as duas técnicas de solução de conflito podem ser utilizadas quando se tratar claramente de Direitos disponíveis. Já a mediação se mostra mais adequada para as questões que envolvem conflitos na área da família.
Por conseguinte, desde a sanção do novo Código de Processo Civil procede como forma de política pública, com pensamento de facilitar o acesso dos brasileiros à justiça, sem que assim, se reduzirá o número de demandas e de recursos que atrapalham o andamento dos processos. O esperado é que se reduza pela metade o tempo de trâmite de uma ação no judiciário, dando assim, mais rapidez e celeridade nos processos.
Como constam alguns estudos de especialistas, são vários os benefícios e vantagens que se pode alcançar com a mediação e conciliação, entre eles podemos citar: a redução do desgaste emocional e do custo financeiro; construção de soluções adequadas às reais necessidades e possibilidades dos interessados; maior satisfação dos interessados envolvidos; maior rapidez na solução de conflitos e etc...
A mediação incidental judicial já pode ser feita hoje em nosso ordenamento. Sobretudo após o advento da Resolução no 125/10 do CNJ. Contudo,