Monografia teologia
Editora Fiocruz, 318 páginas
André Luiz Vieira de Campos
12/9/2007
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Versão para impressãoEnvie essa matéria para um amigo * Como se realizaram as políticas públicas de saúde no Brasil durante a Era Vargas? E qual o papel específico de uma agência internacional criada com apoio norte-americano em plena conjuntura da Segunda Guerra Mundial? Quais as razões de sua continuidade após o término do conflito? Como se estabelecia a relação desta agência com o governo e, mais particularmente, com o Ministério da Educação e Saúde (MES) e o Departamento Nacional de Saúde (DNS)? O livro de André Luiz Vieira de Campos procura responder a perguntas como estas.
Fundado em 1942, o Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) funcionou como uma agência bilateral brasileiro-americana, com um estatuto jurídico especial que lhe garantia ampla autonomia em relação ao Ministério da Educação e Saúde. O motivo original para a organização do Sesp está diretamente ligado ao interesse norte-americano em fomentar políticas sanitárias em determinadas regiões do Brasil, com o objetivo de melhorar a produção de matérias-primas, como a borracha e o minério, para os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo Campos, o funcionamento do Serviço foi acompanhado de polêmicas, principalmente por causa do grande volume de recursos de que dispunha, da relativa autonomia e das evidentes vantagens salariais de seus funcionários em relação aos da administração direta. Entretanto, sua prática, em vez de se distanciar das diretrizes do MES, servia para fortalecê-la, na medida em que ajudava a consolidar um projeto de inserção da saúde pública no interior do território. Tal conduta permitia a presença da autoridade do Estado em seu processo contínuo de centralização política. Neste sentido, o estudo de Campos supera um olhar tradicional que considera