Modernidade X Pós-Modernidade
Aventurar-se por conceitos como “modernidade” e “pós-modernidade” pode ser bastante confuso e frustrante. Como diz Hans Ulrich Gumbrecht, quem se propõe a operar com problemas e conceitos como os de modernidade e modernização acaba se confrontando com uma sobreposição desordenada de uma série de conceitos diferentes.1
Modernidade
O teórico da literatura Hans Robert Jauss, apresenta o termo “a modernidade” como vindo do latim, no adjetivo ‘modernus’, cuja primeira aparição documentada se dá no século V, na transição da antiguidade Romana ao mundo da Nova Cristandade. Durante o século XII, diz o autor, o moderno é experimentado como aperfeiçoamento – o novo realça o antigo e o antigo sobrevive no novo.
Jauss explica que a criação do substantivo “a modernidade” é relativamente recente, situa-se no “limite do horizonte cronológico que separa a percepção do mundo histórico familiar de um passado que só nos é acessível através da mediação da compreensão histórica.”2
Segundo Anthony Giddens, “modernidade” refere-se a estilo, costume de vida ou organização social que emergiram na Europa a partir do século XVII e que ulteriormente se tornaram mais ou menos mundiais em sua influência.3
Zygmunt Bauman utiliza-se da analogia entre sólido e líquido para representar nossa sociedade e as mudanças sofridas. Em seu livro, A modernidade líquida, o autor se vale das propriedades físicas do sólido e do líquido para discutir a fluidez, a mobilidade e mutabilidade da sociedade.
Para Georg Simmel, a modernidade pode ser entendida através de seus dois principais símbolos: o dinheiro e a metrópole.
Com apenas esses poucos exemplos fica clara a variedade e diversificação de interpretações e estudos sobre o tema.
Contudo, de uma maneira geral, os autores referem-se à modernidade como uma transição, na qual a humanidade teria passado de uma sociedade alicerçada na fé e na tradição para uma regida pela racionalidade. É também