Metodos contracetivos
Hormonais: Os métodos contraceptivos hormonais, podem ser tomados oralmente (pílula), injectados, implantados, ou colocados na vagina. Estes métodos atuam inibindo a ovulação, mas tem outras vantagens: papel protector contra várias doenças (em particular, doenças benignas da mama e do ovário e osteoporose), ajudam a regular ciclos menstruais e minimizam as dores pré-menstruais (dismenorreia), diminuem o risco de cancro do ovário e do endométrio, melhoram a acne. Têm ainda uma óptima eficácia contraceptiva, pelo índice de Pearl, inferior a 1. O funcionamento do aparelho genital feminino é controlado pelo hipotálamo e pela hipófise, que regem a actividade dos ovários tanto em relação ao amadurecimento e libertação de células germinativas, como em relação à produção de hormonas sexuais femininas. Após a puberdade, o hipotálamo começa a segregar GnRH, de maneira cíclica, que actua sobre a hipófise e a induz a produzir a hormona estimuladora do folículo (FSH) e a do corpo lúteo (LH), que actuam sobre os ovários provocando o amadurecimento de folículos ováricos, a libertação periódica de óvulos maduros aptos para serem fecundados e a produção das hormonas estrogénio e progesterona, cujos efeitos sobre o útero determinam o ciclo menstrual. O controlo hormonal é complexo, devido ao facto de ser proporcionado por um mecanismo de retroalimentação, já que a actividade do hipotálamo e da hipófise são influenciadas pelos níveis sanguíneos das hormonas sexuais elaboradas pelos ovários. A contracepção hormonal consiste essencialmente na administração de produtos sintéticos semelhantes às hormonas fabricadas naturalmente pelos ovários que, entre outras acções, inibem a produção