Mercados Futuros
Vania Di Addario Guimarães1
1. Conceito
Como o próprio nome diz, mercado futuro negocia produto apenas para o futuro (meses ou anos à frente). As negociações são realizadas nas dependências de bolsas, que nada mais são do que um espaço físico onde compradores e vendedores estão em contato direto
(representados pelos seus corretores), onde se negociam “contratos”. Um contrato é uma unidade de negociação – não se pode negociar meio contrato ou qualquer fração de um contrato, mas apenas quantidades inteiras de contratos.
A principal função dos mercados futuros é a formação de preços dos produtos para meses à frente. As cotações dos produtos nas bolsas de futuros são afetadas pelas condições de oferta e demanda futuras e não pelas condições de oferta e demanda do mercado físico naquele momento. De fato, os preços sobem ou caem nos mercados futuros dependendo das expectativas quanto à oferta e demanda futuras dos agentes que estão negociando na bolsa.
As cotações reagem de acordo com a avaliação que os agentes fazem dos fatos que ocorrem. Por exemplo, durante o período de safra nos Estados Unidos, o preço pode subir num determinado dia porque foi anunciada e expectativa de seca para as próximas semanas
– que potencialmente pode reduzir a produção (e, conseqüentemente, a oferta) levando a um cenário de preços maiores. Nesse dia a pressão compradora pode ser maior do que a vendedora e os preços sobem. A alta será para os preços futuros e não atuais no mercado físico, cuja oferta é de produto disponível no momento e não em um tempo futuro.
Deste mercado participam tanto produtores quanto consumidores do produto (consumidor em termos gerais, pois normalmente produtos agrícolas são matéria prima industrial e os consumidores do produto in natura são indústrias, atacadistas, etc) e também quem não produz e nem precisa do produto - são especuladores que, ao contrário de outros mercados onde esta palavra tem conotação pejorativa, aqui são recebidos com tapete