Memorial
MEMORI
AL
DO
CONVEN
TO
Passados 9 anos…
No último capítulo há um salto de 9 anos no tempo da diegese em que o narrador sumaria em poucas páginas o que aconteceu durante este período de tempo.
Nesta elipse temporal, o narrador remete-nos à peregrinação incessante de Blimunda e ao (re) encontro de Baltasar, desde o seu desaparecimento em
1730,
omitindo o que de supérfluo para a ação se passou durante estes anos. Blimunda na última sequência de
Memorial do Convento
“…por fim já era conhecida de terra em terra, a pontos de não ser raro a preceder o nome de Voadora “
“…por isso lhe foi dado o nome de
Olhos-de-Água “
Auto-de-fé de Sebastiana
Maria de Jesus, mãe de
Blimunda
As últimas páginas...
Último encontro de Blimunda e
Baltasar
Primeiro encontro entre
Blimunda e Baltasar
"Que nome é o seu, e o homem disse, naturalmente, assim reconhecendo o direito de esta mulher lhe fazer perguntas"
Espaço – Rossio
"O Rossio está cheio de povo"
Ambiente soturno:
"Sobre o Rossio caem as grandes sombras do convento do Carmo;
- "e as pessoas voltarão às suas casas, refeitas na fé, levando agarrada à sola dos sapatos alguma fuligem, pegajosa poeiras de carnes negras, sangue acaso ainda viscoso se nas brasas não se evaporou".
A multidão reúne-se
"O Rossio está cheio de povo".
As condenações da
Inquisição:
- condenação da mãe de
Blimunda (ao degredo).
Ritual de morte
Blimunda comunica enigmaticamente com a mãe
"Não fales, Blimunda, olha só com esses olhos que tudo são capazes de ver; - "Adeus Blimunda que não te verei mais” Auto-de-fé de Baltasar Sete-Sóis
Blimunda "repetia um itinerário de há vinte e oito anos". - O rio como imagem da precariedade da vida.
- Blimunda está em Lisboa pela sétima vez: encerramento de um ciclo de vida Blimunda que, no primeiro encontro com
Baltasar,
prometera que nunca o veria por dentro, usa os seus dons nos momentos finais da vida de Baltasar e vê uma nuvem fechada que está no centro do seu corpo - RECOLHE A