Horta vertical
Muitas pessoas não sabem como se referir a um surdo, se- devem chama-lo de deficiente auditivo, surdo-mudo ou, simplesmente, surdo.
Antigamente, no Brasil, usava-se o nome surdo-mudo para se falar a respeito das pessoas que não ouviam e que, por consequência, não falavam. Anos depois, alguns desses surdos-mudos começaram a desenvolver a fala, embora não deixassem de ser surdos. Hoje em dia, há quem chame o surdo de deficiente auditivo, fazendo com que alguns pensem que quem e surdo pode recuperar a audição. O surdo é aquele que já nasceu com esse problema e, na maioria dos casos, vai continuar assim, pois ainda não há uma maneira de se "implantar" a audição.
Uma pessoa que ouve e depois perde a audição pode conservar resíduos de audição, ou perde-lo totalmente de forma gradativa. Essa pessoa é chamada de deficiente auditiva.
Os surdos são contra o uso da denominação deficiência auditiva para definir a surdez dos indivíduos que já nasceram surdos.
(informação extraída de uma palestra de Fernando de Miranda Vaiverde, surdo, com permissão).
A SURDEZ ESTÁ DIVIDIDA EM TRÊS GRUPOS:
a) Condutiva - quando existe comprometimento do ouvido externo e/ou médio. Neste caso a pessoa ouviria menos, mais uma determinada ampliação seria o suficiente. Os problemas nesta área não provocam perdas de audição muito acentuadas.
b) Neurossensorial - quando existe comprometimento do ouvido interno, provocando perda auditiva grave. Incluem-se neste grupo os danos ao nervo auditivo.
c) Mista - associação das lesões condutivas e neurossensorial. Quando se fala em surdez, refere-se a todos os graus de falha na recepção auditiva. Contudo, do ponto de vista pedagógico (no que se refere à linguagem), pode-se classificar a surdez em dois grupos:
a- Os que nasceram surdos (natissurdos) e os que perderam a audição antes de aprender a falar, também denominados pré-linguais. Esses dois grupos apresentam dificuldades na aquisição da linguagem.