Historia
Nas leis federais e estaduais sobre educação, usam-se vários termos para indicar esse documento: Proposta Pedagógica, Plano Pedagógico, Projeto Pedagógico e - o mais usado - Projeto Político Pedagógico, apelidado entre os técnicos de educação de "PPP". Esses termos todos designam um mesmo sentido de pro-jetar: orientar-se antes de se lançar; criar caminhos e agir em um processo intencional com base na reflexão sobre as concepções e ações do presente.
O adjetivo "político", que se acrescenta ao "pedagógico", é no sentido de sua origem grega de "fazer opções éticas para dar um rumo coletivo à polis", ou seja, a política significando "a arte de bem governar um coletivo". Para alguns estudiosos, ao termo projeto pedagógico não haveria necessidade de se acrescentar o adjetivo político, uma vez que o conceito pedagógico já contempla a componente política: não pode haver proposta pedagógica que não seja política, pois ela é voltada para uma ação transformadora que envolve decisão sobre os rumos a tomar.
A expressão Projeto Político Pedagógico, porém, tem se consagrado no ambiente educacional no Brasil, aparecendo como exigência em planos e editais. Provavelmente para dar destaque ao termo político, uma vez que por muitas décadas foi propagado que a educação era neutra e que o saber não dependia das escolhas humanas. Frisa-se assim, que há sempre escolhas sendo feitas e que não podemos ignorar esses processos decisórios.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) não nasceu apenas com a LDB em vigor. O que houve foi uma obrigatoriedade mais explícita nessa lei. Precariamente ou não, o projeto pedagógico sempre existiu nas Escolas: de modo consciente ou não, sendo coerente ou incoerente,