Gêneros teatrais
É uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Obras e autores importantes: Os Persas de Ésquilo, Antígona de Sófocles, e Electra de Eurípides.
Comédia
Peça teatral que tem o propósito de provocar riso nos espectadores, tanto pelas situações cômicas, pela caracterização de tipos e de costumes, quanto pelo absurdo da história. Obras e autores importantes: Aristófanes (escreveu quarenta e sete comédias, das quais onze chegaram até nós: Os Acarnienses, A Paz, Lisístrata, Os Cavaleiros, As Nuvens, Assembléia das Mulheres, Pluto, As Rãs, Os Pássaros, As Vespas, As Festas de Ceres e Proserpin), Menandro (a única peça que sobreviveu inteiramente foi Dyskolos ["Díscolo" ou "O misantropo"]).
Farsa
Género teatral cômico, menos exigente que a alta comédia, que tem por objetivo principal divertir o público. É uma modalidade burlesca (paródia/sátira), caracterizada por personagens e situações caricatas. Não pretende o questionamento de valores.
Obras e autores importantes: No Renascimento, autores dedicaram-se ao gênero, entre eles Gil Vicente com a trilogia satírica das Barcas - o "Auto da Barca do Inferno" (1516), "Auto da Barca do Purgatório" (1518) e "Auto da Barca da Glória" (1519) - misturando elementos alegóricos religiosos e místicos.
Commedia dell’arte
É um gênero teatral italiano cujas principais características são as apresentações populares por companhias itinerantes, a total liberdade de improviso dos atores, as máscaras, como as de arlequins, colombinas e palhaços (mais importantes do que os atores por trás delas) e argumentos desenvolvidos a partir da tradição literária clássica da comédia erudita e do drama.
Obras e autores importantes: O primeiro autor a formalizar através da dramaturgia foi o italiano Carlo Goldoni, com as peças: Mirandolina e Arlequim, servidor de dois