Gestão de produção
6. Processo de soldagem por resistência elétrica
6.1 Introdução
As soldas a ponto, por costura, por projeção e topo a topo formam um grupo de soldas nas quais o calor necessário para a soldagem é gerado por resistência elétrica, através de um circuito de baixa voltagem e alta amperagem, atuando num período de tempo relativamente curto.
As peças a serem soldadas são pressionadas uma contra a outra por meio de dois eletrodos não consumíveis; após isto, faz-se passar uma alta corrente por eles que, devido à resistência existente entre as peças, vai produzir calor através do efeito Joule: Q = K.I2.R.t, onde:
K = constante
I = corrente elétrica
R = resistência elétrica t = tempo
6.2 Equipamento
A figura ao lado mostra o esquema básico de uma máquina de solda a ponto por resistência.
Essa máquina é composta, basicamente, por: um transformador com um sistema que permita a variação de corrente; dois eletrodos bons condutores de eletricidade entre os quais são colocadas as chapas que serão soldadas. Estes eletrodos devem associar alta condutividade elétrica a boa resistência ao desgaste, o que normalmente é conseguido usando-se uma liga de cobre-birilo; um sistema que controle a pressão dos eletrodos sobre as chapas e que determine o tempo de passagem da corrente elétrica e um sistema de refrigeração dos eletrodos. A corrente de soldagem é estabelecida na máquina pela regulagem no transformador
(controle eletrônico).
O controle de tempo das diversas etapas do processo é feito através de um "timer" eletrônico.
• Instruções para o uso das máquinas:
- O material a soldar deve estar isento de óxido, graxa, óleo, etc., no ponto a ser soldado.
- Os eletrodos da máquina devem estar livres de incrustações; para remover estas, lixá-los quando necessário. - O tempo de operação e a intensidade da corrente devem ser estabelecidos de acordo com a espessura do material a ser soldado, bem como com a sua natureza.
- Eletrodos finos requerem